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Exclusivo: conversamos com o Dakar

William Carvalho, esse é o nome por trás do projeto Dakar. Com composições lançadas por selos como Dirtybird, VIVa Music, OFF Recordings e Cajual (da lenda Green Velvet) e membro da Austro Music – selo de música eletrônica da Som Livre – suas músicas vêm tendo suporte de artistas como Richie Hawtin, Carl Cox, Jamie Jones, Sonny Fodera, Marco Carola, Herman Cattaneo, Steve Lawler, Hot Since82, Eats Everything, Riva Starr e Mark Jenkyns, dentre outros.

Indicado por duas vezes na categoria “Produtor Revelação” no Prêmio BRMC, o artista vem em franca ascensão na carreira e voltando de sua primeira tour europeia. Ele conversou conosco e falou sobre sua carreira, projeções, visão, parcerias, e claro, muita música. Confira!

 

Vamos começar a falando sobre sua primeira tour na Europa. Conte-nos sobre essa experiência…
Uma experiência realmente engrandecedora e única.  Foram 25 dias de muito conhecimento, passei por Amsterdam, Bélgica, Bruxelas, Bruxelas, Paris, Marselha, Lille, Amsterdam, Atenas, Xanthi & Patras. Estive com artistas como Shiba San, Amine Edge & Dance, Tim Baresko, Cj Jeff, Anthony Attalla, Heavy Pins, Kolombo, Sharam Jey, LouLou Players, Mason, entre outros. pude viver toda essa experiência de perto e cheguei a algumas conclusões. Foi ver com os próprios olhos aquilo que sempre ouvi muitos dizer: os DJs se ajudam e muito. Se apoiam e de fato ajudam uns aos outros. As gravadoras, as agências,  foi algo para se inspirar e trazer para o Brasil.
Mais importante para mim foi Networking, é algo realmente surreal por lá. A todo momento você conhecendo alguém da cena. Isso vale para todos, produtores de eventos, DJs, donos de Agências, donos de Labels, mídia, patrocinadores, etc. O verdadeiro encontro de todos que amam isso e trabalham com o coração!
Em 2018 eu já tenho data para voltar! em breve conto mais…

Esse mês você lançou EP (lançado em 10/11) com o Mark Jenkyns pelo selo do Steve Lawler, o ViVa Music, e com o Sonny Fodera. Além de ter lançado EPs pela Cajual Records durante o ano, selo do Cajmere (Green Velvet). Como foram essas parcerias e o que podemos esperar para 2018?
Acabei fazendo muitos amigos com a minha música. ‘Musica conecta pessoas’.
Amizade com Sonny Fodera começou depois do meu primeiro EP em Cajual, foi de um e-mail inusitado ele me pedindo para fazer algumas músicas. desde então começamos a nos conhecer, conhecendo não só o trabalho de cada um e sim a vida como um todo. Hoje temos 4 músicas prontas e mais algumas ainda em processo de criação.
Mark é amigo de longa data via facebook, sempre conversamos e trocamos “promos” um com outro.
O EP pela Viva Music começou com o trabalho do meu primeiro Álbum, e com isso começamos algumas tracks onde o trabalho chegou a esse lançamento.

Conte-nos mais sobre esse EP, o “Class Lovers”. A concepção das músicas até chegar no que vocês esperavam…
As tracks Class Lovers” & “Next Fire  tudo começou com os vocais, os vocais foram gravados pela namorada do artista Latmun, com isso criamos toda linha de percussão e bass line, adicionamos alguns synths, fxs, uma pitada de ácido onde chegou a esse resultado!
Me Maama, traz uma pegada mais irreverente e divertida para a pista de dança, com um vocal que percorre seus ápices, somados a um bass line mais  inteligente que revelam uma canção com possibilidade para boas quebras de ritmo durante o set.
Já a Libido” é um tech house mais clássico, notável pela combinação bem mixada de uma linha de bass line facilmente perceptível e uma percussão mais divertida e dançante.

Grandes DJs como Carl Cox, Marco Carola, Jamie Jones estão tocando suas tracks. Você imaginou que um dia chegaria nesse nível de aceitação internacional?
Eu comecei a tocar aos 15 anos, exatamente 14 anos atrás em festas de escolas e do meu bairro. Já na área de produção musical, comecei a me interessar em 2009. em 2013 eu já tinha construído um grande caminho nesse período. Depois de conhecer de perto o trabalho de Jamie Jones e Green Velvet, me apaixonei pelo Tech House.
Hoje artistas como Green Velvet, Steve Lawler, Sonny Fodera, Kolombo e Tim Baresko se tornaram grandes amigos pessoais e passaram a dar full support para minhas tracks através de suas labels. Um pouco depois Claude VonStroke e Jamie Jones também deram um grande suporte, o que foi muito importante para fortalecer ainda mais o nome no mercado.

 

“Começo o ano com o lançamento do meu primeiro álbum. Vai acontecer pela Cajual e será o quinto álbum da label. Estou muito animado com isso.”

 

Quais são suas influências musicais e artísticas? Em qual parte da sua vida você entendeu que o seu futuro era trabalhar com música?
Artista que sempre tive como influência foi o Green Velvet, hoje virou um amigo e professor que sempre me da uns pitacos em minhas tracks.

O que você tem escutado paralelo à música eletrônica?
Blues, Funk e Soul. Artistas como James Brown, Ray Charles, Etta James, Gene Chandler, Laura Lee, Buddy Guy,  são muitos hehehe, ficaria o dia todo aqui fazendo uma lista.

Sobre a cena eletrônica nacional, o que você tem visto de movimentação importante? Cite-nos algum movimento que te fez saltar os olhos no cenário brazuca em 2017.
Tenho visto um novo ciclo se iniciando, muitos djs novos, muitos gêneros surgindo e eu acredito que o brasil está evoluindo cada vez mais, musicalmente, clubs, festivais, etc.

O que o Dakar espera, a nível de carreira, para 2018?
Começo o ano com o lançamento do meu primeiro álbum. Vai acontecer pela Cajual e será o quinto álbum da label. Estou muito animado com isso. E vou procurar evoluir cada vez mais como artista e produtor. E a única tarefa que sempre levo comigo! As pessoas vão para casas noturnas para dançar e ter boas recordações; se elas não estiverem dançando, eu devo estar fazendo algo de errado.

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