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Exclusivo: falamos com o Chapeleiro

O Brasil tem sido testemunha do sucesso meteórico de Chapeleiro nos últimos dois ou três anos. Embora o projeto de Fabricio Beraldi Neves tenha começado lá no início dos anos 00, seu codinome caiu nas graças da massa em um passado recente. Foi indicado como “Melhor DJ Big Room” no V Prêmio RMC e entrou na lista dos DJs mais populares do mundo (130ª posição), mesmo sem fazer qualquer campanha para tal.

Depois de um 2016 insano em termos de agenda e repercussão na web, o desafio é se manter entre os artistas mais disputados do mercado nacional. Para engajar seus mais de um milhão de fãs, o produtor aposta em envolver novos músicos no estúdio, como na nova faixa “Portal do Universo”, que inclui participação de Samantha Machado, Sandrão RZO, Nego Jam e Valente. Ouça abaixo o resultado e confira a entrevista exclusiva com Chapeleiro, que já está confirmado como uma das atrações do XXXPERIENCE Festival, que rola dia 11 de Novembro na Arena Maeda, em Itu/SP.

Estamos acompanhando online a repercussão da track “Portal do Universo”, que traz participações de Sandrão RZO, Nego Jam, Valente e Samantha Machado. Foi confortável incluir várias pessoas em um processo criativo que você está acostumado a desempenhar sozinho?
Nunca tinha trabalhado dessa forma, mas eu gostei muito e me senti envolvido completamente no projeto porque rolou um feeling forte entre todos nós! E foram meses de trabalho, conversa, reuniões, até chegar no resultado ideal. Já estamos preparando a próxima!

A track segue a fórmula do Brutal Bass, identidade que você criou para o som do Chapeleiro. Você pretende continuar nessa linha?
Criei esse estilo pra ser único e gosto da proporção que tomou, pretendo sim continuar e aprimorar ainda mais para evoluí-lo constantemente

A track foi lançada no dia do alinhamento dos planetas. O universo parece ter conspirado a favor, né?
Talvez, quem sabe (risos)?! A track tem uma história e condiz com muita coisa sobre a criação do universo.

Você segue alguma religião?
Vim de uma família evangélica e sigo isso como conhecimento também, acredito que existe um Deus e temos que ter fé.

Você começou no início dos anos 2000, certo? Que eventos e artistas foram suas primeiras influências?
Essa era a época de ouro do Trance, a raiz… E foi isso que me inspirou a começar e criar o Brutal Bass! Nomes como Astrix, Raja Ram e Rica Amaral fizeram parte do meu desenvolvimento musical. Mas minhas influências sempre foram os que me ensinaram e me mostraram o caminho, ali que tudo começou.

Artistas como você e Gabe fazem uma abordagem totalmente libertária sobre o uso da maconha. Isso acaba estimulando o consumo entre o público jovem, não? Você costuma refletir sobre isso?
Não acredito que isso estimule ou influencie o uso de maconha ou qualquer outro tipo de droga. Uso sim, não faço apologia, mas sou a favor da legalização. Costumo refletir a respeito, pois tenho uma filha pequena em casa e acredito que o diálogo seja a melhor forma de influência.

Recentemente, o DJ/Produtor FTAMPA falou abertamente sobre depressão nas redes sociais, após a morte de um amigo dele e do vocalista da banda Linkin Park. Você já passou por isso?
Acompanhei a repercussão do post do FTAMPA e da morte do Chester, de quem eu era muito fã e agradeço por nunca ter passado por isso. Levamos uma vida muito corrida e diferente de um trabalho normal, e por isso procuro sempre estar perto dos meus familiares entre as festas. Além de contar com o apoio da minha equipe, que está sempre viajando comigo e me dando toda assistência, criando um laço que vai muito além do trabalho. Acredito que todo esse suporte ajude a manter a cabeça no lugar.

Imagino o quanto deve ser difícil a vida na estrada, pelo fato de que isso impõe uma distância inevitável da família…
É complicado, mas tenho uma família linda que me apoia em tudo que faço e isso é importante para que a sintonia seja sempre a mesma.

Falando em estrada, qual região do Brasil mais te surpreendeu este ano, em termos de resposta na pista durante seus shows?
Tive o prazer de tocar em várias regiões do Brasil esse ano, e é incrível como cada lugar tem uma energia diferente, todas foram demais! Poderia citar várias, mas uma das que me chamou atenção foi a PUMP Macapá. Me surpreendi com a vibe da galera, foi memorável!

Sobre carreira internacional, há planos para abduzir nossos vizinhos em um curto prazo?
Recentemente estive com nossos hermanos argentinos, e já estamos trabalhando para visitar outros países ano que vem, como México, Alemanha, Hungria, entre outros. Mas estamos focados no Brasil, e está dando certo! O público daqui é inacreditável, deve ser por isso que tanto gringo gosta de vir pra cá (risos)… O mundo vai ficar pequeno pro Brutal Bass!

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